A construção da Cartilha de Apoio à Assistência Pré-Natal para as Mulheres Haitianas
Problema/Situação:
As UBSs Recanto dos Humildes e Parque Anhanguera identificaram comunidades de imigrantes haitianos em seus territórios de abrangência.
O Comitê de Mortalidade Materno Infantil de Perus identificou, também, índices de mortalidade mais altos entre a população haitiana do que entre o
restante da população de Perus.
Texto completo:
A construção da Cartilha de Apoio à Assistência Pré-Natal para as Mulheres Haitianas
A UBS Recanto dos Humildes identificou uma nova comunidade de imigrantes haitianos no território de abrangência. Posteriormente, a STS identificou
também uma concentração desta população em um assentamento no território de abrangência da UBS Parque Anhanguera. O Comitê de Mortalidade
Materno Infantil de Perus identificou, também, índices de mortalidade mais altos entre a população haitiana do que entre o restante da população de Perus.
Mulheres haitianas gestantes.
Esperava-se, com o uso da Cartilha, aproximar as mulheres haitianas gestantes da UBS e incluí-las no acompanhamento pré-natal afim de diminuir os índices
de mortalidade materna e infantil entre a população haitiana.
Foram realizadas visitas às ocupações com carros oficiais; houve apoio da Associação de Moradores do Recanto dos Humildes para realização de atividades
formativas com os profissionais do território; o CRAI articulou o apoio de uma antropóloga que estuda a cultura haitiana e seu comportamento migratório
para a construção do documento e das formações; contou-se com médicos, enfermeiros, sanitaristas, assistentes sociais, ACSs e outros profissionais de saúde
para a adequação da Cartilha aos protocolos de pré-natal de risco habitual e encaminhamento ao pré-natal de alto risco de SMS; o CRAI garantiu a tradução
do documento através de um profissional haitiano; ASCOM foi responsável pela diagramação do conteúdo conforme a identidade visual da PMSP e do
Programa Mãe Paulistana; a Humanização da SES buscou referências de trabalhos realizados em outros municípios para auxílio na construção do trabalho.
STS Perus, UBS Recanto dos Humildes, UBS Parque Anhanguera, CRS Norte, SMS, CRAI e SMDHC.
De 2018 a 2021, foram registrados 77 nascidos vivos de mães haitianas, 3 óbitos infantis, e 5 óbitos maternos de mulheres haitianas no território da STS
Perus. Em 2022 e 2023, foram registrados 27 nascidos vivos, nenhum óbito materno e 2 óbitos infantis.
Hoje, há adesão das mulheres haitianas ao pré-natal. Foi realizado um grupo de gestantes haitianas em crioulo haitiano com o auxílio de um profissional do
CRAI.
O entendimento da população haitiana do funcionamento do sistema de saúde no Brasil vem mudando à medida em que mais e mais famílias se vinculam
às UBSs.
A sensibilização dos profissionais quanto às diferenças culturais e necessidades específicas em saúde sobre a população haitiana foi um desafio que só pode
ser superado com o apoio do CRAI e sua rede diversa de profissionais.
A essência da construção deste material foi a dedicação da equipe em entender o comportamento migratório da população haitiana, de que forma mulheres
haitianas vivem o processo do gestar, como é feito o pré-natal e a configuração do sistema de saúde do Haiti para que a Cartilha contivesse as informações
necessárias para que esta população compreendesse de que forma tudo isso se dá no Brasil e para que as equipes das UBSs adequassem sua atuação no
território de forma a englobar este grupo populacional.
Objetivos/Resultado esperados:
Esperava-se, com o uso da Cartilha, aproximar as mulheres haitianas gestantes da UBS e incluí-las no acompanhamento pré-natal afim de diminuir os índices
de mortalidade materna e infantil entre a população haitiana.
Recursos:
Foram realizadas visitas às ocupações com carros oficiais; houve apoio da Associação de Moradores do Recanto dos Humildes para realização de atividades
formativas com os profissionais do território; o CRAI articulou o apoio de uma antropóloga que estuda a cultura haitiana e seu comportamento migratório
para a construção do documento e das formações; contou-se com médicos, enfermeiros, sanitaristas, assistentes sociais, ACSs e outros profissionais de saúde
para a adequação da Cartilha aos protocolos de pré-natal de risco habitual e encaminhamento ao pré-natal de alto risco de SMS; o CRAI garantiu a tradução
do documento através de um profissional haitiano; ASCOM foi responsável pela diagramação do conteúdo conforme a identidade visual da PMSP e do
Programa Mãe Paulistana; a Humanização da SES buscou referências de trabalhos realizados em outros municípios para auxílio na construção do trabalho.
Resultados alcançados/Impactos:
De 2018 a 2021, foram registrados 77 nascidos vivos de mães haitianas, 3 óbitos infantis, e 5 óbitos maternos de mulheres haitianas no território da STS
Perus. Em 2022 e 2023, foram registrados 27 nascidos vivos, nenhum óbito materno e 2 óbitos infantis.
Hoje, há adesão das mulheres haitianas ao pré-natal. Foi realizado um grupo de gestantes haitianas em crioulo haitiano com o auxílio de um profissional do
CRAI.
O entendimento da população haitiana do funcionamento do sistema de saúde no Brasil vem mudando à medida em que mais e mais famílias se vinculam
às UBSs.
Desafios:
A sensibilização dos profissionais quanto às diferenças culturais e necessidades específicas em saúde sobre a população haitiana foi um desafio que só pode
ser superado com o apoio do CRAI e sua rede diversa de profissionais.
Lições aprendidas:
A essência da construção deste material foi a dedicação da equipe em entender o comportamento migratório da população haitiana, de que forma mulheres
haitianas vivem o processo do gestar, como é feito o pré-natal e a configuração do sistema de saúde do Haiti para que a Cartilha contivesse as informações
necessárias para que esta população compreendesse de que forma tudo isso se dá no Brasil e para que as equipes das UBSs adequassem sua atuação no
território de forma a englobar este grupo populacional.
Equipe
Responsável:
Membros:
Eliana Mariani
Thais Cristina Coelho Habib
Lillian Alessandra da Silva Leão
Danielle Ichikura Oliveira
Ana Elisa de Figueiredo Bersani
Victor Hugo Frozel Sena
Amanda Lopes de Oliveira
Ana León, Angélica Almeida Obara
Caroline Terruggi
Martinez; Giuliana Fernandes Tavares
Jose Joaquim Rodrigues Filho
Laís Andrade Furtado Leite
Mona Lícia Santana Perlingeiro
Nádia Solange Clemente Vaz Ferreira
Núria Margarit Carbassa
Rafaella Peres Ennes Souza
Tabita Tiede Lopes
Outras Informações
COLEÇÃO
| Secretaria Municipal da Saúde (SMS-SP) |
ÁREA TEMÁTICA
| Não se aplica |
Situação da experiência
| Implementada e em operação regular |
DATAS
Início: 2021-12-13PAÍS
| Brasil |
ESTADO/REGIÃO
São PauloCIDADE
São PauloLocal
STS Perus, UBS Recanto dos Humildes, UBS Parque Anhanguera, CRS Norte, SMS, CRAI e SMDHC.
POPULAÇÃO
| Migrantes |
| Mulheres |
| Gestantes |
IDIOMA
PortuguêsDescritores
Emigrantes e ImigrantesHumanização da Assistência
Mortalidade Materna
Equidade em Saúde